domingo, 23 de abril de 2017

A Pequena Alma e o Perdão


Hoje resolvi contar-vos a história de uma Pequena Alma que já tendo ganho consciência do que É, uma vez que sabe que é LUZ, decide SER o que É e pede ajuda a Deus para que lhe possa explicar como pode Ser o que É.

Deus explica-lhe que ser LUZ é Ser especial o que não é a mesma coisa do que ser melhor! Todas as Almas são especiais, cada uma à sua maneira. Ser especial é ser algo positivo e que possa emanar energia positiva para as outras Almas. Ser bondoso, criativo, paciente, generoso, prestável, etc. são as diversas formas de ser especial.

Mas esta Pequena Alma quer experienciar algo muito especial mesmo. Mas sendo LUZ e vivendo num “Sol” feito de pequenas luzes como a sua, não conhece a escuridão. Assim, Deus permite-lhe que ela possa viver envolta na escuridão para que assim possa brilhar intensamente e perceber a diferença.

A Pequena Alma quer experienciar o “Perdão” mas não sabe como pois não há ninguém a quem perdoar porque todas as Almas como ela são perfeitas. Foi então que se aproximou uma outra Alma Amiga que lhe disse:

– Eu posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu me perdoares.
– Mas porquê? Porque é que farias isso? - Perguntou a Pequena Alma – Tu que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino de Deus à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?
– É simples – disse a Alma Amiga – Faço-o porque te AMO.

Então as duas Almas lá combinaram as coisas para que a Alma Amiga fizesse algo de “mau” para que pudesse ser perdoada pela Pequena Alma. A Pequena Alma está felicíssima e queria agradecer à sua Alma Amiga. Deus achou magnífico e comentou:

- A Alma Amiga é um verdadeiro Anjo na tua vida, mas nota que assim são todas Almas do meu Reino. Por isso lembra-te sempre – sorrindo - que não te envio senão Anjos.

A Pequena Alma como sabia que ia perder a memória e viver na dualidade do “bem e do mal”, do “quente e do frio”, do “alto e do baixo”, do “aqui e ali”, do “masculino e do feminino”, lembrou-se de perguntar à sua Alma Amiga:

- Como posso agradecer-te? O que posso fazer por ti?
- No momento em que eu te atacar e atingir – respondeu a Alma Amiga – no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...
- Sim? - interrompeu a Pequena Alma.
- Lembra-te de Quem Realmente Sou.
- Oh! Não me hei-de esquecer! - exclamou a Pequena Alma – Prometo!
- Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.
- Que bom! - disse a Alma Amiga – porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer e se não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra Alma para nos lembrar às duas Quem Somos.
- Não vamos não! - prometeu outra vez a Pequena Alma - eu vou lembrar-me de ti! Eu vou agradecer-te por esta dádiva – a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu SOU.

E assim o acordo foi feito.

A Pequena Alma lá avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a LUZ, que era muito especial por Ser aquela parte a que se chama Perdão e assim esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão e por agradecer a qualquer outra Alma que o tornasse possível.

E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova Alma aparecia em cena, quer essa nova Alma trouxesse alegria ou tristeza - principalmente se trouxesse tristeza - a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito...

Lembra-te sempre, - Deus aqui tinha sorrido - não te envio senão Anjos.

Resumo e adaptação do Livro “A Pequena Alma e o Sol” de Neale Donald Walsch

Lembrem-se sempre que Deus na nossa vida só nos envia Anjos para nos ajudarem a cumprir o que viemos experienciar Nesta Vida... e Perdoem! Perdoem Sempre!!!

Fiquem bem.

(A Mónada)

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Quem julgas que és?


Se julgas que quando partires desta vida te reergues como sendo o mesmo ser, desengana-te. Até mesmo Jesus o foi enquanto esteve encarnado e enquanto permaneceu como pessoa espírito, para se fazer anunciar e ser reconhecido pelos seus apóstolos após a sua ressurreição. Depois ascendeu ao reino do Pai e aí permanece enquanto energia de Sananda que sempre foi.

A ti irá acontecer o mesmo, a pessoa que és ficará para sempre registada na consciência Divina, mas passará, pois na tu essência não és apenas essa pessoa. Também tu te irás reerguer depois de faleceres, apenas como pessoa espírito e assim irás permanecer enquanto não te despegares da persona que foste e sobretudo do relacionamento que mantiveste com o mundo das formas.

Quando finalmente seguires para a Luz, a persona que foste ficará registado numa espécie de cronologia cósmica universal, mas tu já te libertaste dela e ficarás na tua forma energética mais pura e mais próxima da essência do Pai.

Começa desde já  a ganhares consciência disso. Já foste várias personas, já viveste várias vidas e esta poderá não ser a derradeira, com a qual mais te possas identificar. Já foste também vários seres, já tiveste várias raças e géneros e até já foste várias espécies animais.

Não penses que, lá por seres neste vida um ser humano, que numa próxima a tua consciência não possa regressar ao mundo das formas, numa outra espécie animal. Quem te disse que o homem era um ser superior enganou-te, ele apenas vem mais bem apetrechado de um ponto de vista racional psíquico e intelectual, o que lhe permite desenvolver conhecimento e construir um histórico evolutivo dentro da sua própria espécie a que se dá o nome de civilização. Mas é apenas isso e não é pouco pois também o aproxima das capacidades criadoras do Pai.

Mas de um ponto de vista de gradiente de LUZ, existem espécies animais mais evoluídas que demonstram possuir níveis de amor incondicional bem superiores aos dos humanos. Vê o caso de alguns dos vossos animais de estimação, por exemplo.

Por isso, há que aproveitar bem cada momento da vida que tens enquanto ser humano, pois todos os momentos que vives são experiências e vivências únicas e todas elas fazem parte do Grande Plano Divino que te fará aproximar cada vez mais do teu momento de Ascensão Universal.

Talvez estas revelações te possam ter chocado... ou talvez não. O que importa verdadeiramente é que tenhas a capacidade de reconhecer a tua verdadeira presença, a tua verdadeira essência, e não apenas o estatuto ou a experiência de vida que reclamas ter adquirido nesta tua encarnação.

Tu és AMOR... a tua essência é Divina... e tu és e serás sempre um filho muito Amado por Pai e Mãe.

Fica bem...


(A Mónada)

sábado, 15 de abril de 2017

O exemplo da Redenção de JESUS



Ao celebrar-se a Páscoa, todo o Mundo cristão volta os seus olhos para a morte e ressurreição de Jesus. Porém a Igreja Católica olha normalmente esta episódio da vida de Jesus como um supremo ato de Amor de Deus ao entregar o seu filho Jesus para o suplício da Cruz, para a remissão de todos os pecados.

Porém, sendo nós igualmente filhos de Deus e Unos com Jesus, este sacrifício não faz propriamente muito sentido, pois o Amor do Pai e a sua infinita Misericórdia poderia manifestar-se de qualquer outra forma. Até parece que Deus precisaria, com este sacrifício de seu filho muito amado, de justificar todos os erros que o Homem, de forma inconsciente comete, contra si mesmo e contra o Planeta.

Deus enquanto LUZ suprema não precisa de semelhante ato de redenção.

Porém o Homem precisa de aprender o sentido do verdadeiro valor do amor incondicional que tal ato representa, assim como a lição de Fé que elimina totalmente o sofrimento Humano, superando todas as dores, mesmo as mais cruéis e bárbaras, como as que foram praticadas contra Jesus.

Vejamos pois que toda a paixão de Jesus se resume a um profundo ato voluntário de Amor incondicional para com toda a Humanidade passada e futura, por toda a Vida manifestada na Terra e por toda uma nova forma de estar e ser na plenitude da Consciência do Pai. Para tal entregou-se e submeteu-se a um conjunto de atos injustos e bárbaros comummente aceites naquela sociedade, como boas práticas de política, de religião, de justiça e regras de comportamento social. É este o verdadeiro ato de amor incondicional.

Pelo outro lado é uma espantosa lição de Fé ao entregar-se por completo ao destino que o Pai lhe tinha confiado. Quantos de nós somos capazes de fazer o mesmo ainda hoje?

Normalmente assumimos como sinónimo de ter Fé o acreditar na existência de Deus e de uma vida espiritual, mas não é só. Quantos de nós somos capazes de confiar nos desígnios que Deus, através do nosso propósito de vida, e não se revoltar contra qualquer contrariedade que nos surja na vida? Se calhar muito poucos ou meramente aquele que já tenham uma clarividência de tal forma evoluída que lhes permita ver para além da adversidade que têm de enfrentar. Agora, a entregar-se por completo nas mãos do Pai, ao reconhecer na sua adversidade um propósito de desenvolvimento da sua própria alma. Bom aí será exclusivamente para os eleitos e é Divino.

Esta é verdadeiramente a lição da redenção pela Fé e pelo Amor ao Pai que se manifesta em cada um, a partir da sua própria essência. Perante este Amor e Fé não há dor que cause sofrimento. Pois todo o sofrimento é transmutado em puro AMOR na consciência  UNA que tudo é.

Mas Pai que é Pai não necessita que seus filhos muito amados lhe demonstrem tal obediência, amor ou fé. São os próprios Homens que precisam de aprender a obediência para poderem pôr ordem nas suas vidas. São os próprios Homens que precisam de saber e viver o Amor Incondicional para poderem aprender a verdadeira unidade e fraternidade Universal. São os próprios Homens que precisam de saber viver na Fé com a sua própria essência Divina, para que um dia se possam assemelhar a seu Pai e assim conviver no sua Unidade e expandir todo o Seu Poder de Criação.

Esta é a verdadeira redenção de Jesus, o que Ele seguramente quereria que nós aprendêssemos do seu testemunho e exemplo.

Sintam-se muito amados nesta época Pascal.

Fiquem bem

(A Mónada)

domingo, 9 de abril de 2017

À Descoberta de Ti



"Toda a nossa vida não é senão uma repetição das mesmas atividades: respirar, alimentar-se, dormir, trabalhar, amar, pensar, etc. Então, aceitai que eu volte muitas vezes aos mesmos assuntos, pois é aprofundando-os que vós os descobrireis sempre sob uma forma nova, com cores, dimensões e expressões novas.

Não vos deixeis influenciar por essa tendência que as pessoas hoje em dia têm para se dispersarem, se informarem sobre tudo, irem a toda a parte. Não é mau ser curioso, mas que benefício se obtém ficando à superfície das coisas?

E esta tendência está a alastrar-se também aos espiritualistas. Em vez de aprofundarem algumas verdades, de aplicarem alguns métodos, eles interessam-se por uma quantidade de teorias e de práticas herdadas de todas as épocas, de todos
os continentes, e depois surpreendem-se por se sentirem tão desorientados. Pois bem, existem materialistas que sabem melhor como proceder.

O que fazem aqueles que procuram petróleo? Eles não cavam só alguns metros, perfuram o solo até grandes profundidades. Um dia, o petróleo jorra e eles ficam muito ricos. É aí que se vê que, muitas vezes, os materialistas são mais inteligentes do que os espiritualistas: eles compreenderam que, para quem escava, alguns metros quadrados são suficientes, ao passo que outros, com milhares de hectares que só percorrem à superfície, continuam na miséria."

Excelentes palavras de Omraam Mikhaël Aïvanhov que nos trás de novo a importância do auto-conhecimento como forma de evoluirmos holisticamente como Ser Humano. Ele faz uma comparação entre aqueles que apelidamos de espiritualistas e de materialistas.

De facto esta destrinça cada vez mais não existe pois está em curso um processo de convergência entre os mais cépticos e os, ditos, mais evoluídos nos caminhos da espiritualidade. Todos são Seres Humanos com as suas crenças e mitos e não há pior que o ego espiritual, que mais não é do que a ilusão que o Ser vive enquanto percorre o seu caminho que apelida de espiritualidade, quebrando por vezes as mais elementares Leis do Universo, sobretudo ao tentar, por manipulação e por uso de halogramas umbralinos, mostrar o que não é nem consegue ser, e com isso tentar usufruir do poder que tem sobre os que o seguem.

Para ti que lês este texto assalta-te uma certa inquietação, pois podes ficar com a sensação de isolamento, afinal se desconfias de tudo e de todos, como reconhecer a verdade nos textos que lês e nas pessoas que ouves?

É aqui que voltamos ao que escreve Aïvanhov, o melhor guru que podes e deves seguir é o que reside na tua própria essência. Lá vais encontrar a verdade absoluta daquilo que Deus é. Lá podes comparar a verdade essencial baseada no AMOR incondicional e o que te é dito e escrito. Mas para isso tens de aprofundar o conhecimento de ti mesmo e encontrares as tuas sombras para que as possas iluminar. Ninguém conhece  a Luz sem conhecer a sombra e por isso todas as escolhas que fizeres, no decurso da tua caminhada, que te possam conduzir à tua essência, correspondem de facto a encarares a verdadeira face de Deus que tu, como seu filho também és.

Por isso é através do sentir da alma e das emoções mais profundas é que vais saber o que cada palavra escrita ou falada significa para ti. Se são certas ou erradas.

À medida que deres completo entendimento ao teu sentir da alma, mais fundo tu irás no conhecimento e na comunhão com Deus Pai/Mãe/Filho(a), que muito te ama pois tu e ELE afinal são um só.

Sente-te por isso muito AMADO... profundamente AMADO sempre que, meditando, descobres mais coisas sobre ti.

Fica bem

(A Mónada)   

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A Gratidão obriga à União


A gratidão não é apenas uma forma de reconhecimento por algo que nos tenham feito, nem tão pouco por uma graça que tenhamos merecido. É muito mais do que isso. É algo que nos obriga a retribuir com uma energia vibrante, o que nos é oferecido - A energia do AMOR e da União.

O nosso corpo, por exemplo, é composto por muitos milhares de biliões de células. De alguma forma cada uma delas tem uma vida própria, nasce e morre em momentos diferentes de células suas irmãs e vizinhas, distingue-se delas pelas membranas celulares que as separam e naturalmente desempenham funções semelhantes quando integradas no mesmo órgão ou tecido humano.

Quando surgiu vida neste planeta, no princípio, apenas havia vida unicelular até que surgiu a consciência de que unidas, células irmãs eram mais fortes e podiam sobreviver mais tempo. Assim, a vida unicelular deu origem à vida em união, gerando-se organismos cada vez mais complexos e ao especializarem-se em funções diferentes, tecidos de células deram origem a órgãos, fazendo com que células irmãs se obrigassem a uma determinada função e a estar unidas em prol de um superior interesse, que consiste na vida superior e na consciência de cada espécie animal ou vegetal.

Por isso, sentindo o palpitar de um corpo tão complexo como o nosso, não podemos deixar de sentir gratidão pelo funcionamento maravilhosamente harmonioso dos muitos biliões de células que se juntaram para dar forma a uma consciência que cada um de nós é.

Afinal, só existimos como pessoas, com o nosso ego, com as nossas emoções, com a nossa inteligência e razão, porque houve todo um programa evolutivo de especialização das espécies, em função da consciência superior que a união celular foi desenvolvendo ao longo do tempo.

Como resultado deste processo criacional, o Ser que escreve estas palavras e os Ser que as lê, podem entre si criar uma consciência comum, baseada na partilha de conhecimento e na sintonia que sentem quanto ao conteúdo que está escrito.

É espantoso não é?

Provavelmente tudo isto graças a uma energia de gratidão que se baseia em nos sentirmos obrigados e reconhecidos com o que outros fazem por nós, em função de um superior interesse que acaba por unir quem antes apenas sabia viver em separado.

Na sociedade humana, mais propriamente nas estruturas economicamente mais desenvolvidas, verifica-se que as empresas que mais se assemelham ao funcionamento de um corpo, ditas as grande corporações, são as que sobrevivem mais tempo graças exatamente à energia que se gera em consequência do processo orgânico do seu funcionamento. Reparem bem que, para que tal aconteça, é necessário um reconhecimento mútuo e uma forma de obrigar voluntariamente cada elemento a viver em comum e unidos, desenvolvendo um trabalho e uma energia para um superior interesse e bem comum.

Tudo isto graças ao poder da gratidão...

Dito isto, é importante para a saúde de cada corpo que o Ser, a energia consciencial que preside e reside em cada corpo, sinta e manifeste essa mesmas gratidão, reconhecendo a generosa oportunidade de se manter vivo no mundo das formas, graças ao trabalho e à solidariedade geradas por todas as suas células vivas.

Quando pensamos assim não podemos deixar de nos sentir sempre muito amados e ternamente abraçados por uma imensa multidão de seres unicelulares que organizadamente se mantêm unidos para suportar todos os nossos momentos de criação e manifestação do nosso Amor.

Por isso não deixem de se sentir sempre muito Amados e nem que seja só por isso, não deixem de se sentir gratos pela oportunidade de estarem e de se manterem vivos.

Fiquem bem.

(A Mónada)