segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Desperta


Pensa na vontade de mudar
de seres tu,
por isso
murmura:
hei-de vencer!

Se for necessário
grita
faz-te ouvir,
impõe a tua presença
mesmo no silêncio.

Sente a vida mexer,
a dança das palavras
que por vezes são melódicas,
outras são contraditórias
mas existe a lógica.

Sente a vivência das pessoas,
aprende
a seguir o caminho,
sente a música da alma.

É tão fácil a união,
caminha até encontrares
a mistura da verdade, do querer
do despertar e da alegria.
E aí sim
vais saborear

o prazer e a beleza de viver.

Rosa

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Embriaguez Divina


"Vós já vistes pessoas embriagadas: os ziguezagues do seu andar estão também presentes no seu humor, que passa de um extremo a outro. Elas riem e depois choram; têm um ar de beatitude e depois de fúria; adormecem sobre a mesa ou partem tudo... Mas, na realidade, não é só o vinho que provoca a embriaguez, há pensamentos e sentimentos que se assemelham ao vinho: o ciúme, a cólera, os desejos sensuais, etc. Aqueles que são presa destes vinhos perdem-se nas brumas e nos vapores do plano astral, o seu procedimento e as suas decisões são pouco firmes.

Mas existe também uma embriaguez divina: o êxtase. E essa, pelo contrário, dá a visão clara, ilumina a consciência. Não é proibido embriagarmo-nos, foi Deus que inculcou esta necessidade no homem. Mas ele deve procurar a embriaguez no alto, na beleza, na luz, bebendo a água pura que jorra do cimo das montanhas espirituais. Bebei desta água e conhecereis uma embriaguez maravilhosa que vos dará o equilíbrio, a força e a clareza."

Mais um texto de Omraam Mikhaël Aïvanhov que nos serve de inspiração para comentarmos sobre as nossas vivências terrenas.

Como refere o autor não só com álcool se embriaga o ser humano. Também com os seus neurotransmissores o ser humano se pode viciar e ficar carente.

Isto quer dizer na prática que uma pessoa que na sua vivência tenha grande oscilações emocionais, fica viciada nas emissões de substâncias químicas produzidas pelas suas células nervosas. Tal como fica carente quando viciada em cocaína ou em outra qualquer droga.

Este simples fenómeno cientificamente provado, explica ao nível do nosso corpo e do nosso inconsciente que quando na nossa vida passamos por um período de fortes picos emocionais, de alguma forma ficamos viciados nessas mesmas emoções e tendencialmente procuramos mais vivências semelhantes, através dos nossos comportamentos e atitudes. Isto explica por exemplo todos aqueles que procuram desportos radicais, que ao ficarem viciados nas descargas de adrenalina, continuam procurando mais situações de risco.

De alguma forma esta é também a base fisiológica que explica a Lei da Atracção. Se nós nos viciamos a viver em sofrimento, então procuramos mais situações em que possamos sentir dor. Se nós nos viciamos em situações de violência de qualquer tipo, então procuramos situações extremas em que essa violência se pode desencadear.

Esta explicação fisiológica, da forma como o nosso corpo funciona, não nos pode servir de desculpa para não mudarmos a nossa vida. Tal como não serve de desculpa ao bêbado manter-se sempre embriagado ou ao fumador de tabaco continuar a consumir cigarros.

Deve antes dar-nos a base de reflexão de como podemos mudar a nossa realidade e projectar para o futuro uma vida mais calma e sadia… se de facto for essa a nossa escolha. Também, para aqueles que vivem permanentemente em sofrimento e dor ou em tristeza profunda, saibam que existe forma de sair dessa situação e por favor não continuem a sentirem-se vítimas das circunstâncias pois isso é uma imensa ilusão.

Tal como todos os viciados há que primeiro ganhar consciência da forma como se manifesta o vício em nós. Há que ter vontade e força de vontade para querer mudar e mudar.

Tal como vamos buscar e atrair situações de dor e sofrimento também podemos buscar situações de prazer e êxtase. Tudo depende da nossa mente e da forma como nos deixamos seduzir pela “droga” que nos vicia. No caso da viciação emocional, as drogas são neuropeptídeos que nós próprios produzimos em nosso corpo e por isso estão sempre disponíveis.

O que podemos então fazer para sair destes ciclos viciosos? – Perguntarão.

Basta de uma forma consciente procurarmos situações mais calma no domínio emocional. Sentir as emoções mas saber geri-las e ganhar consciência que mesmo depois da maior das adversidades há sempre novas oportunidades para uma vida melhor e reencontrar novos momentos de rara felicidade.

Ao acalmarmos a nossa mente e os nossos pensamentos vamos também reduzir a nossa carga emocional e por isso a nossa necessidade dessas “drogas” humanas.

É esta a caminhada que nos ensina o autor através da "Embriaguez Divina" e do que ele nos revela. A meditação sistemática, as leituras, a música calma, o contacto com a Natureza, a redescoberta da beleza da vida, dos sabores, dos cheiros, da cor… são tudo processos de cura que nos levarão seguramente a outros níveis de consciência e ao bem-estar.

Está nas tuas mãos a escolha. O que preferes?

Não penses que não consegues… Começa já hoje e verás o milagre da mudança que vais operar na tua vida. Pois Deus ama imensamente todos os seus filhos e deseja incessantemente que eles atinjam a felicidade suprema de se assumirem como seus filhos muito amados.

Fiquem bem...

(A Mónada)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Aprender a Caminhar


Caminhar no silêncio
é necessário destreza,
paciência e lucidez.
Ter força na espera, na solidão
e controlo de pensamento,
aprender a ouvir
no silêncio.

Existem sons e imagens
que nos fazem criar um ambiente
que existe
porquê …
para sair de nós
a força, a calma e a certeza
do que é necessário.

Nada é fácil
também é uma lição para a vida,
é mais fácil o ritmo
pelas várias opções que nos dá.

Podemos escolher
agora, no silêncio
é preciso força e determinação.
Saber aguardar,
a espera é longa,
confio no triunfo
de que valerá a pena
caminhar no silêncio. 


Rosa

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Bocejar


Um acontecimento interno súbito, que estica os músculos de dentro para fora, o bocejar é uma forma revigorante de exercício para pessoas que são natural, e imperdoavelmente, preguiçosas. Como programa de fitness, é, de facto, bastante eficiente.

Ao princípio sentimos o bocejar como um minúsculo vórtice de baixa pressão algures no meio da cabeça. Logo se espalha por todo o corpo num movimento em espiral, como um remoinho: dilata a sua faringe, laringe, narinas e canais brônquicos; erguem-se as sobrancelhas e os ombros; o diafragma baixa, para permitir que os seus pulmões expandam; obrigam o coração a correr e aumenta o fluxo de sangue ao cérebro. Depois, numa reviravolta dramática, regressa à sua cabeça, onde consegue que a sua língua se recolha e força as mandíbulas a moverem-se para os lados e para baixo.

Tudo isto acontece em menos de seis segundos. Quando acaba, sente-se um pouco abananado, tavez, mas muito mais maleável.

É crença comum que o bocejar é a resposta do nosso corpo a um excesso de dióxido de carbono no sangue. Quando bocejamos, libertamos uma onda de oxigénio para o cérebro. Mas alguns neurologias discordam. Sujeitos a quem foram administradas baforadas de oxigénio continuam a bocejar.


A propósito já bocejou hoje?Um reflexo misterioso, o bocejar parece estar ligado à saúde: pessoas que estão gravemente doentes, ou com psicoses agudas, raramente sentem necessidade de escancarar o rosto desta maneira.

O bocejar liberta um funil de energia, que viaja pelo seu corpo, desentupindo túneis parcialmente bloqueados – os canais auditivos, as passagens lacrimo-nasais e os canais linfáticos, assim como ventiladores maiores, como a traqueia e os pulmões. Pode sentir os ouvidos a estalar à medida que a pressão nivela entre este labirinto interno e o mundo exterior.

Bocejar é de tal maneira agradável que é contagioso – outro enigma científico. Poucas pessoas conseguem resistir à visão de alguém a deixar cair o queixo sem se sentirem de imediato compelidas a fazer o mesmo. Às vezes a simples menção da palavra bocejar numa conversa é suficiente para lhe dar cócegas no nariz, pôr os seus olhos a lacrimejar, e fazer o interior da sua boca esticar-se como um elástico.

Uma explicação para este fenómeno poderia ser de que, afinal, estamos todos interligados entre nós. É quase como se a raça humana fosse um enorme sistema de ventilação para as almas.

Bocejar em público não é aconselhável. De repente pode assim dar início a uma reacção em cadeia de proporções tremendas.


Mas sempre que puder e estiver sozinho boceje. Afinal até faz bem à saúde.

(texto adaptado de autor desconhecido)


Fiquem bem.

(A Mónada)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A Verdadeira Comunhão


"Enquanto não tiverdes aprendido a alimentar o fogo na vossa alma, de nada serve reclamardes a presença divina. Mesmo que alguém vos dê essa presença, vós perdê-la-eis muito depressa, pois um fogo que não sabeis alimentar em vós apaga-se. Vós gostaríeis de receber a Divindade como os cristãos recebem a hóstia que o sacerdote lhes dá. Mas Deus não está na hóstia; o estado divino é algo que cada um de nós deve preparar, conquistar, alimentar.

Aquilo que a Igreja inculcou na mente dos seus fiéis nem sempre está em conformidade com as leis divinas. Por que é que ela se apropriou do direito de dar Deus? Ela diz: «Abri a boca. Ao abençoar a hóstia, nós fornecemos-vos o divino.» E, deste modo, ela mantém os cristãos na preguiça; é por isso que tantos deles ficam dependentes e fracos. Jamais alguém vos dará Deus. É a vós que cabe encontrá-l’O, esforçando-vos todos os dias por vos tornardes condutores da Sua sabedoria e do Seu amor; e, quando Ele penetrar em vós, saboreareis a vida eterna."

Texto de Omraam Mikhaël Aïvanhov

Não deveis entender este texto como uma qualquer crítica a alguém ou à prática religiosa Católica da comunhão, pois não é disso que se trata.

Este texto é muito importante para vos chamar à atenção de que Deus mora em vós e que não precisam de o ir procurar fora de vós. Antes porém, há que sentí-lo dentro de cada um de vós e de nada servirá comungares todos os Domingos na missa se não sentires estares em comunhão permanente com esse fogo da alma onde mora Deus em ti. Isto sim!... É estar em comunhão com o Cristo que há em ti.

O autor também refere que algo mais se deve passar em nós. Mais uma vez de pouco servirá se formos todos os Domingos à missa e depois na nossa vida de todos os dias nada alterarmos e aprendermos, como se esta rotina ou ritual fosse suficiente. Não podes ficar em comunhão apenas por alguns minutos ou horas que sejam…

Tu tens de ganhar consciência que como filho de Deus, tu também fazes parte da GRANDE família Cósmica que Deus é. Tu e Deus são um Só.

Por isso, nesse acto simbólico da entrega da hóstia, ninguém te dá Deus pelo simples facto de que ninguém te pode dar o que tu És. Será que ainda não sentiste isto? Será que ainda não te deste conta da eternidade da tua alma? Daquele fogo que em ti arde sem se ver? Daquele AMOR imenso que DEUS É e do Qual tu és uma parte?

Então estás a dormir profundamente na ilusão do EGO que julgas ser… mas não és.

Está na hora de Despertar para uma Consciência Maior. Está na hora de abrires os olhos do teu coração e veres através da tua consciência as tuas múltiplas dimensões. Está na hora de fazeres despertar a mestria que há em ti. Está na hora de permitires que Jesus Cristo se manifeste no teu coração e na tua Consciência para que se realize o milagre da tua ligação por fusão em Mãe/Pai.

As religiões e os seus rituais não servem para mais nada senão para te encontrares com este maravilhoso e ardente fogo que há na tua alma e que é verdadeiramente o que tu és.

Vá… agora que já despertaste para o Ser, já não podes mais voltar a adormecer e a deixar que tem embalem em rituais que já não fazem mais sentido, pois tal como refere o autor do texto, é a ti que te compete alimentar esta caminhada para Deus, mergulhando em ti, sentindo o calor do AMOR Divino que há em ti. Fazendo despertar a sabedoria e o imenso desejo de estares em permanente fusão com a tua família de LUZ.

Pois Tu és LUZ… Tu és Deus… Tu foste redimido por Jesus em seu profundo AMOR por ti.

Sente esse mesmo Jesus dentro de ti e estarás sempre em Comunhão e Graça.

Fica bem

(A Mónada)