sexta-feira, 23 de junho de 2017

O Mundo das Formas (parte 2)


De volta ao  Mundo das Formas, vamos agora analisar as formas mais subtis que nos causam apegos. Trata-se fundamentalmente dos nossos sentimentos, sistemas de crenças e mitos. Alguns deles inerentes à nossa própria condição humana e a toda evolução que a nossa espécie sofreu ao longo de milhões de anos de existência planetária.

Talvez te faça alguma confusão que os teus sentimentos sejam eles também formas, isto porque achas que eles são meramente fomentados pelo o que há de mais subtil em ti, mas não te podes esquecer que muitos dos nossos estados emocionais estão intimamente relacionados com os neurotransmissores, hormonas e outros agentes químicos produzidos no teu corpo.

Um exemplo disto é a seratonina, em grande parte responsável pelo teu bem-estar, a ponto de lhe chamarem a hormona da felicidade. Outro é a influência da dopamina no regular funcionamento da tua componente intelectual e da memória, isto para não falar da adrenalina, que prepara todo o teu ser para situações extremas e que é ela própria extremamente viciante.

Perante isto é fácil de entender que os sentimentos e as formas emocionais que vamos criando dependem em cada momento da nossa estrutura bioquímica  e energética física, as quais  pelo seu lado estão associados a todo um sistema de crenças e mitos que condiciona todos os nossos pensamentos e emoções.

Um exemplo disso é a relação de pais e filhos. Claro que há sempre o aspecto instintivo de proteção das novas vidas que se vão criando através do processo de reprodução e isso é comum em quase todas as espécies animais mais evoluídas. Porém é claramente manifesto a grande dependência das crias humanas, relativamente aos seus progenitores, sem os quais a sua sobrevivência seria impossível até bastante tarde no seu processo evolutivo. Tal não é comum em muitos dos outros mamíferos que também habitam o planeta.

Se agora analisarmos essa mesma relação nas diferentes sociedades humanas, vemos como extremos as famílias muito numerosas africanas e as famílias mono filiais nos países nórdicos europeus. Nas primeiras o apego é muito menor o que parece ser compensado por um indíce de mortalidade muito maior e por isso os elos energéticos que se estabelecem são completamente diferentes num e no outro caso. No entanto, todos são seres humanos e todos este elos são formas condicionadas pelas estruturas sociais e pelas condições externas ambientais onde a própria vida se desenvolve. Onde ficam os sentimentos? E o Amor nestes dois casos extremos?

Um outro exemplo podemos observar nas artes marciais onde se aplicam princípios da filosofia oriental de controlo do corpo e da mente como forma de desenvolvimento espiritual. Porém também estas estão condicionas por formas que estabelecem a relação entre a arte e a eficácia das técnicas que são aplicadas para a projeção da energia.

Todas estas formas criam apegos em nossas componente mais subtis, sobretudo quando falamos nas componentes que são eternas como a nossa Alma.
Porém em termos consciênciais, o que vai perdurar no tempo, se é que podemos falar desta dimensão neste contexto, é a nossa Alma e todas as suas componentes astrais mais subtis, as quais ao transporem o portal dimensional do desencarne, se devem libertar de todos estes apegos que a tentam aprisionar ao Mundo das Formas.

Lembremo-nos que todos Somos UM. Que independentemente da Forma existe uma Energia  Comum que nos torna Divinos e Eternos. Que nos torna Brilhantes e Esplendorosos.

Esta Energia Essencial que cada um É, simplesmente não depende de Forma alguma. Simplemente É... AMOR.

Fica bem.

(A Mónada)

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