sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Mergulhando em mim


Em meditação começo por acalmar o meu corpo denso e físico. Ele torna-se pesado, para que no momento seguinte já quase não o sinta.


Ganho consciência que este corpo é composto por milhares de milhões de células, cada uma delas sabendo muito bem o que fazer para que o corpo se mantenha saudável e não adoeça. Cada uma delas possuidora da energia que me anima. Cada delas sabendo e executando as funções que lhes estão acometida no orgão de que fazem parte. Cada uma delas dependendo das outras para sobreviver e manter-se viva. Cada uma delas consciente que sabe que um dia morrerá passando o testemunho de conhecimento a outra célula sua filha. Isto tudo para que eu me possas manifestar na fisicalidade do mundo material denso.


Mas que linda harmonia e melodia de amor que o meu corpo entoa!

Mas á medida que ganho consciência do imenso potencial de vida que o meu corpo tem, também me apercebo que este meu corpo é um veículo muito prefeito da minha presença. Assim, sinto-me amorosamente abraçado por ele, mesmo que por vezes me cause dor. Nessas dores ganho consciência das minhas limitações físicas e do caminho que devo seguir.

Mais profundamente entro em mim e observo os meus pensamentos, vejo como se desencadeiam e se formam. Contemplo a sensação que eles me vão causando. Ganho consciência que cada um deles tem uma razão de ser e que me tocam pelas emoções que me causam. Cada um deles tem uma existência efémera, mas que condicionam o sentir do meu Ser. É lindo a plena contemplação de cada forma de pensamento e de como eles estão ligados entre si formando o meu corpo mental, que se manifesta pelos traços da minha personalidade e a imagem que eu tenho de mim mesmo - o meu Ego.

Tal como as células do corpo, uma simples forma de pensamento sabe que tem vida efémera e que em breve morrerá, passando o testemunho a outra sua filha, que logo a seguir surgirá. Nessa sequência observo a energia que é liberta e a forma como se vai densificando em mim.

À medida que vou pacificando a minha mente, vou dando conta das emoções que vão ficando, elas próprias com uma forma própria e encadeando-se umas nas outras, dando origem a diferentes corpos emocionais. Alguns deles, se não fosse este “mergulho” que agora faço em mim, nunca seria capaz de reconhecer a sua importância nas minhas atitudes, na forma como comunico, na forma como ajo e como me relaciono com todas as outras pessoas.

É espantoso o sentir de cada uma das emoções, que nascendo a partir dos meus pensamentos se expandem dentro de mim e fluem por todo o meu ser, em explosões de energia e de vibração.

Sinto agora uma imensa serenidade, a minha actividade física está reduzida ao mínimo da sua própria sustentabilidade, os pensamentos são agora cada vez mais lentos e espaçados e por isso também o turbinar de emoções se torna assim.

Sinto-me em PAZ num quase vazio existencial.

Lá do fundo de mim sobe agora uma energia que a poderia definir como magnética, uma tal química que se torna tão difícil de explicar pois se posiciona entre o ventre e o coração, isto da memória que ainda retenho do corpo físico que já deixei para trás.

Estarei no domínio da minha alma? Pergunto-me.

É uma estranha sensação palpitante que me vai acendendo uma espécie de tela holográfica, que posiciono na testa, como se uma camara de projeção existisse no centro da minha cabeça e lá projectasse imagens. É encantador poder ter-se esta visão tridimensional e ao mesmo tempo ter-se uma sensação de leveza e de expansão do meu Ser que em muito extravasa os limites do corpo.

Começo a viver para além dessa tela, uma vivência no meu mundo passado, presente e futuro. Encontro-me com um Eu Superior, com diversas entidades e mestres que sempre achei tão distantes. Comunico e aprendo com eles, viajo para onde quero, crio e recrio sem qualquer restrição em plena abundância e sinto-me imensamente feliz.

Aqui neste estágio posso recorrer a memórias de mim nunca antes reveladas, reconheço aprendizagens já realizadas e recebo novos dons.

Mas indo ainda mais fundo, vejo uma LUZ e mergulho ainda mais e mais...

Vou sentindo uma imensa ternura, doçura e carinho... na medida em que começo a identificar-me com essa LUZ.

AMOR... IMENSO AMOR... tal como um FOGO ARDENTE... EU SOU

Sinto-me completamente inebriado...
Este sim SOU EU. EU SOU o que EU SOU.

AMOR ... do mais puro AMOR que alguma vez senti.

Aqui está o meu EU DIVINO... cheguei à minha mónada, à minha morada... enfim ao meu LAR.

Aqui dou entendimento ao contexto DIVINO e de que TUDO é UM SÓ e fico em plenitude e adoração...

De volta á fisicalidade reconheço que em cada irmão, em cada obra da criação, eu também Estou e Sou. A individualidade é uma ilusão. As diferenças são uma ilusão. Tudo está ligado e relacionado entre si... e fico assim...

Perdidamente encantado...

Queridos irmãos de LUZ, em verdade vos digo que no momento em que reconhecerem isto em vós, estarão a co-criar a NOVA TERRA em AMOR.

Fiquem bem em plenitude do sentir do AMOR Maior da vossa essência.

(A Mónada)

2 comentários:

Olga Correia disse...

Não sei se já alguma vez te disse como aprecio o teu blog, não só pelos textos mas também pela extraordinária selecção musical, sempre que preciso de ouvir um som que me toque o coração e a alma venho ao teu espaço e fico horas a ouvir.
Obrigada
Olga

A Mónada disse...

Olga,

Muito obrigado pelo teu comentário.

Bem hajas por viajares connosco também.

Um GRANDE abraço de muita LUZ

Fica bem